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Tema do ano 2011 Paz na criação de Deus. Esperança e compromisso. Lema bíblico: "Glória a Deus e paz na terra." Lucas 2.14 E-mail: luteranosburiti@gmail.com ou do pastor: Paulo

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quinta-feira

Manejo de gado leiteiro

MANEJO DO GADO LEITEIRO

O manejo do gado leiteiro exige muitos cuidados, desde o nascimento da terneira, pois se o agricultor/a descuidar com a mesma estes aspectos terão consequência no futuro, quando esta será vaca. Então os cuidados mais indicados com a terneira são fornecer o colostro assim que a terneira nasceu, para que adquira a imunidade passiva que é passada da mãe através do colostro, aconselha-se ainda o fornecimento do colostro na quantidade de 4 litros diariamente, o fornecimento do mesmo deve ser dividido fornecendo-o duas vezes ao dia. É de fundamental importância o fornecimento de água desde a primeira semana de vida, para que a mesma vá se acostumando a tomar água, mas lembrando que deve se ter o cuidado de não fornecer água logo após o fornecimento do leite, pois neste caso a terneira poderá confundir a água com o leite e ingeri-lá em excesso acarretando em problemas como diarréia. De preferência as terneiras devem ser criadas em abrigos, mas onde as mesmas tenham liberdade para pastar e estar em contato com o sol, assim estas futuramente terão menos problemas com doenças, pois estão acostumadas com a variação de temperatura.
O manejo da vaca em ordenha também exige muito cuidado, principalmente cuidados relacionados com a higiene do animal, durante a ordenha, deve-se sempre lavar os tetos com água corrente e logo após a lavagem secá-los, o papel toalha seria o mais aconselhável para efetuar a secagem, mas para uma melhor viabilidade pode se utilizar um pano, mas este pano deve ser lavado bem após cada ordenha, com sabão em pó, secado e depois passado para eliminar as bactérias existentes no mesmo, o aconselhável é que se tenha uma toalha identificada para cada vaca, pois através da toalha pode ocorrer a contaminação das outras vacas, o indicado é sempre eliminar os três primeiros jatos de leite de cada teto, através deste método é diagnosticada a mastite clínica ou até mesmo a ambiental, mas a eliminação destes três primeiros jatos de leite deve ser feita, pois são os primeiros jatos de leite que arrastam as bactérias que ficam no canal do teto e que se não tirados contaminam o leite. Para evitar problemas de mastite devem ser seguidos os passos acima relacionados durante a ordenha, e para combater as bactérias indica-se esterilizar todos os utensílios de ordenha com água quente.
A alimentação das vacas em muitos casos é a base de silagem, pastagem e suplementação com ração. Mas como sabemos que para realizar uma silagem de boa qualidade estão envolvidos altos custos, da mesma forma a suplementação com ração também eleva os custos da produção. Já a pastagem é a fonte mais econômica de nutrientes, sendo assim a vantagem é produzir leite com baixos custos o que automaticamente vai gerar mais renda para o agricultor/a, assim este terá maior capacidade para fazer maiores investimentos em sua propriedade, melhorando sua qualidade de vida.
O agricultor/a deve ter conhecimento para saber que mantendo o gado em pastagens extensas vai encontrar uma série de inconvenientes, entre os quais: menor aproveitamento das forrageiras, menor controle sobre os animais, baixo rendimento do leite e uma reprodução mal orientada. Por estes motivos o agricultor/a deve adotar o sistema de rotação de pastagens.
As pastagens devem ser manejadas de forma rotativa, preferencialmente em forma de piquetes, evitando o pisoteio excessivo e facilitando o manejo, nesta forma de manejo deixa-se os animais pernoitarem nos piquetes facilitando assim o manejo dos mesmos, este sistema permite que o gado corte o pasto e faça a adubação do mesmo, repondo assim ao solo parte dos nutrientes que tinha no pasto. Assim o esterco e a urina que o gado depositar no pasto consecutivamente vai melhorar o solo e automaticamente também a pastagem. Desta forma o gado sendo bem manejado nos piquetes o esterco deixa de ser um problema ao redor dos galpões, desempenhando uma grande solução para as pastagens. São recomendadas pastagens mistas de gramíneas, leguminosas e outras plantas, buscando assim maximizar a biodiversidade e evitando-se as monoculturas de forrageiras, e através desta forma de pastagem o agricultor/a terá pastagem praticamente durante todo o ano, por exemplo efetuando o consórcio de trigo, aveia, azevém e ervilhaca e debaixo dessas culturas tiver um determinado tipo de grama, o agricultor/a terá pastagem para o gado durante todo o ano.
Devemos fazer um bom manejo das pastagens, pois a pastagem do ínicio do rebrote é pobre em fibra e rica em compostos nitrogenados solúveis que podem provocar diarréia. As pastagens em estágio ótimo para largar o gado no pasto, produzem mais matéria seca/ha, tem sua composição mais equilibrada, teor de fibra melhor e o nitrogênio se encontra sob forma de aminoácidos, substâncias mais saudáveis que os nitritos e nitratos. Quando a pastagem esta em ponto ótimo de repouso nutricionalmente ele será superior para o gado. Fazer a colheita do pasto antes do tempo ótimo significa perder em quantidade e comprometer a perenidade e fazer a colheita depois significa perder qualidade e quantidade. Precisamos ter presente que para realizar a pastagem rotativa em piquetes fazendo com que o gado permaneça nos piquetes durante o tempo todo precisamos ter a viabilidade de água nos mesmos. O agricultor/a deve ter em mente que a pastagem é a fonte mais econômica de nutrientes, ou seja o agricultor/a que utilizar a pastagem vai produzir leite com menos custo, o que torna a produção mais viavél. Como afirma Luiz Carlos Pinheiro Machado “Antes de se tornar um bom produtor de leite, ou de carne, o produtor precisa se tornar um excelente produtor de capim”.
Ademir Amaral e Fabiana Bender
AREDE Santa Rosa. Esteve palestrando para nós sobre agricultura familiar e agro-indústria.

Mensagem de Natal


O verdadeiro Natal acontece todos os dias

Então é Natal, o que você fez, o ano termina e nasce outra vez... Assim diz a conhecida canção. Pois é, e o que nós estamos fazendo com os nossos natais? O que ainda é original em nosso Natal?
O Deus que se fez gente e veio morar entre nós estará completando mais um aniversário. O Deus em forma de criança humilde, que nasceu em meio aos animais numa pequena cidade chamada Belém, ou seria Nazaré? Bem, isso pouco importa, o fato é que Ele se fez um de nós. O amor de Deus encarnado, que se tornou gente para se alegrar com nossas alegrias, para chorar com nossas tristezas e nos trazer esperança e paz em todo o tempo. Esse é o nosso menino da manjedoura chamado Jesus de Nazaré. Por meio do seu nascimento, vida, morte e ressurreição ele nos trouxe à reconciliação com Deus e à salvação por meio da fé.
Muitas pessoas dizem que o Natal tem um encanto todo especial. Acreditam que nesse tempo as pessoas estão mais sensíveis, mais amorosas, mais humanas e, porque não dizer, mais solidárias. Creio que seja tempo oportuno para refletirmos sobre o Natal que o comércio não consegue vender. O Natal que só podemos experimentar pelo amor, pela fé, na vida em comunidade e na vida em família, na diaconia.
Certa vez o Natal era algo esperado, desejado, não apenas pelos presentes, mas pelas visitas de amigos e familiares, pela noite de Natal na igreja e pelas apresentações natalinas. O colorido do Natal encantava, fazia a vida mais alegre, dava mais sentido à vida. Tudo começava com os preparativos para esse dia.
Quem ainda hoje quer perder tempo para ensaiar algo para o Natal? As pessoas não têm mais tempo para isso! Estão todas muito ocupadas, muito atarefadas.
Outro dia, quando trouxe alguns teatros de Natal para distribuir, logo senti que a grande maioria das pessoas não estavam dispostas a encarar o desafio. Uma senhora me disse, mas pastor, no tempo que eu era da juventude nós sempre apresentávamos um teatro. Passávamos dias e dias ensaiando. Hoje os jovens não querem mais ajudar. Propus então que ela encarasse novamente o desafio, mesmo já tendo mais idade. Pois é, disse ela, agora a gente não tem mais muito tempo, temos sempre muito o que fazer em casa, a memória já não ajuda mais, a vista já não é boa, as pernas já estão muito fracas... E tem mais, disse ela ironicamente, hoje também tem muita novela que a gente não pode perder, canastra para jogar e daí realmente sobre pouco tempo mesmo.
Realmente, são outros tempos. E o nosso tempo para Deus parece ficar cada vez mais escasso; convivemos cada vez menos com a família, cada vez menos com a comunidade, cada vez menos com Deus. Quando os pastores de ovelhas ficaram sabendo que o menino havia nascido deixaram tudo para trás e foram ver a criança. Talvez seja tempo de pensarmos o que nós também deveríamos deixar por um tempo de lado, para buscar a criança nascida em Belém.
É preocupante o fato de que muitos pais tentam compensar o tempo perdido, ou não investido com seus filhos, dando-lhes presentes e regalias que eles não tiveram na infância. Como se pudessem com isso ensinar-lhes o que é o Natal. Pense um pouco no que foi o seu Natal na infância. Para muitos de nós foi marcante, não pelos presentes que recebemos, mas pelo que veio antes; os preparativos, ensaios para a noite de Natal, a limpeza da casa e do pátio, as compras da mãe para fazer as bolachas pintadas, o bezerro que era engordado para a ocasião, o dia que ele era carneado e parte da carne era dividida de forma solidária com os vizinhos, a caminhada até a pequena igreja sempre lotada, onde, pelo caminho, íamos encontrando os vizinhos que também se dirigiam ao mesmo local, etc. Tudo isso antecedia o Natal e por isso era a maior festa.
A véspera era marcada com a espera dos presentes. Todavia, eles não eram o mais importante, eram apenas parte de um todo que já havia começado com os preparativos meses antes e que culminava com o dia de Natal, na casa da muta e do fata, ou mesmo na casa do pai e da mãe. Que dia feliz! Tínhamos vontade de que esses dias nunca terminassem, tamanha a alegria e a felicidade que eles provocavam.
Por que não pode ser Natal todos os dias?! Por que ser solidário apenas no Natal? Por que deixar para fazer visitas aos asilos, as pessoas doentes etc, somente na véspera do Natal? Se a Missão de Deus é nossa paixão, não existe apenas um dia que seja Natal, pois Cristo nos dá todo novo dia um Natal e assim cada novo dia se torna momento oportuno para exercitarmos a diaconia; sendo solidários, fazendo visitas, dando carinho, ofertando amor, perdoando, abraçando, etc. Cuidemos para que não sejamos uma igreja diaconal apenas no Natal e na Páscoa.
Votos de que esse Natal seja original e que dure todos os dias do novo ano.
P. Vilson Luiz Hining